Química: dicas de como estudar para o ENEM e para as provas do dia a dia.

Garoto oriental manipulando estrutura molecular - site Sistema de Ensino Equipe - Belém - Pará

A química é uma ciência fundamental para compreendermos o mundo que nos cerca. Isso porque ela abrange a constituição da matéria, as suas propriedades, as transformações e as leis que regem tais mudanças. Presente em processos naturais e artificiais, essa disciplina investiga os elementos e compostos que formam tudo o que existe — das substâncias que consumimos aos produtos que utilizamos diariamente. Por isso, entender os princípios dessa matéria é essencial não apenas para a formação acadêmica, mas também para a leitura crítica da realidade que vivemos.

Neste artigo, apresentaremos um guia completo com as principais dicas da matéria para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), uma das provas mais importantes do país, bem como algumas sugestões válidas para outros vestibulares e avaliações escolares. Entre os pontos abordados, destacamos a importância da preparação prévia, do uso de diferentes recursos pedagógicos e da leitura atenta dos enunciados. Você vai entender o que estudar, como estudar e quais estratégias adotar para melhorar o seu desempenho na disciplina.

Este conteúdo foi preparado pelo Sistema de Ensino Equipe, instituição renomada no Pará por sua excelência na preparação de estudantes para o Ensino Superior. Independentemente do seu grau de afinidade com o assunto, é inegável que dominá-lo pode ser decisivo para alcançar uma boa média geral e conquistar a tão sonhada vaga na universidade.

O que se estuda em química?

A química é uma ciência que investiga a matéria — ou seja, tudo aquilo que possui massa e ocupa lugar no espaço — a fim de compreender a sua composição, a sua estrutura, as suas propriedades e as mutações que ela pode sofrer. Logo, considerada uma ciência experimental, o seu desenvolvimento está intimamente ligado à observação de fenômenos e à aplicação do método científico, o que permite explicar desde as reações simples até os processos mais complexos da natureza e da tecnologia.

Desse modo, estudar a disciplina é essencial para entender como as substâncias interagem umas com as outras. O campo abrange temáticas como a estrutura atômica, a tabela periódica, as ligações e as reações químicas, as soluções, os gases, a termoquímica, entre outras. Além disso, a matéria fornece as bases para outras áreas do conhecimento, como a medicina, a biologia, a engenharia e a farmácia, consolidando o seu papel como ciência central.

Então, ao compreender os princípios químicos, o estudante desenvolve uma visão mais ampla e analítica do mundo. Afinal, desde a bateria do celular até o funcionamento do corpo humano, tudo está ligado a processos químicos. Portanto, estudar essa matéria é também aprender a interpretar o cotidiano com mais profundidade e consciência.

Alunos fazendo prova num laboratório - site Sistema de Ensino Equipe - Belém - Pará

Qual o melhor jeito de estudar química para o Enem e outras avaliações?

Diante da grande quantidade de conteúdos abordados nas provas do Enem, dos vestibulares e de testes escolares, é comum que os estudantes se sintam sobrecarregados ao pensar em como estudar química de forma eficaz. No entanto, com organização, foco e os métodos certos, é possível absorver os principais conceitos da disciplina e aplicá-los com segurança nos exames.

Neste tópico, você encontrará dicas práticas e objetivas para tornar o estudo da química mais produtivo e, acima de tudo, conectado com o que realmente importa nas avaliações. 

A seguir, veja as principais orientações elaboradas pelo Equipe para otimizar a sua preparação.

1. Foque nos assuntos que mais caem nas provas 

Antes de definir o que estudar e como estudar a matéria, é essencial conhecer os conteúdos mais cobrados nos exames. Assim, os alunos podem priorizar os temas que têm maior incidência nas provas, otimizando o seu tempo de preparação. 

Aqui, listamos os principais assuntos exigidos tanto pela banca do Enem quanto nos vestibulares tradicionais, com um breve resumo de cada um.

1.1. Principais temas do Enem

No exame nacional, por exemplo, a matéria — que integra a área de conhecimento denominada “Ciências da Natureza e suas tecnologias” — apresenta alguns temas recorrentes, que são:

a) Química ambiental: estuda impactos das substâncias no meio ambiente, como o efeito estufa e a poluição, além dos princípios da química verde, que busca soluções sustentáveis;

b) Química orgânica: envolve os compostos com carbono, como álcoois, ácidos e polímeros;

c) Estequiometria: trata dos cálculos ligados às quantidades de reagentes e produtos envolvidos nas reações químicas.

d) Química inorgânica: aborda o estudo de substâncias como ácidos, bases, sais e óxidos.

e) Separação de misturas: considera técnicas físicas para isolar os seus componentes, tanto no cotidiano quanto na indústria;

f) Termoquímica: é o estudo das trocas de energia nas reações entre substâncias;

g) Ligações químicas: representam as forças que mantêm os átomos unidos, podendo ser do tipo iônica, covalente ou metálica.

h) Radioatividade: corresponde ao decaimento nuclear e às aplicações práticas.

i) Soluções: é sobre concentração, preparo e propriedades;

j) Bioquímica: área que examina os componentes químicos dos seres vivos;

k) Equilíbrio químico: avalia as reações reversíveis em equilíbrio;

l) Propriedades coligativas: referem-se às mudanças nos pontos de ebulição e congelamento das soluções.

m) Tabela periódica: reúne organização e propriedades dos elementos;

n) Cinética química: engloba a velocidade das reações e os seus fatores;

o) Densidade: é a relação entre a massa e o volume;

p) Matéria: estuda a definição, os estados físicos e as transformações.

1.2. Temas adicionais para vestibulares

Por sua vez, em faculdades e universidades públicas ou privadas que aplicam vestibulares próprios, também são comuns as seguintes abordagens:

a) Substâncias puras e misturas: aborda a diferença entre tipos de matéria;

b) Ligações intermoleculares: revelam as forças entre moléculas, como pontes de hidrogênio;

c) Chuva ácida e efeito estufa: envolve as consequências químicas e ambientais;

d) pH e Kps: mede a acidez e estabelece o produto de solubilidade, respectivamente;

e) Eletroquímica: relacionada a pilhas, eletrólise e oxirredução;

f) Reações orgânicas: analisa as transformações entre os compostos orgânicos comuns.

Por fim, ao conhecer esses conteúdos, os alunos podem montar um cronograma eficiente, com foco na resolução de provas do Enem e nos exercícios dos vestibulares pretendidos.

2. Estude a tabela periódica com profundidade

Apesar de ser essencial, a tabela periódica não estará disponível no Enem, por exemplo. Logo, é necessário compreendê-la com profundidade: memorizar os elementos, reconhecer as suas famílias, os períodos e as propriedades periódicas. Para isso, estudar pela lógica da tabela e com o apoio de materiais didáticos visuais pode facilitar esse processo.

Dessa forma, dominar esse conteúdo é um passo importante para resolver muitas questões com mais segurança e agilidade.

Jovens fazendo um experimento de química - site Sistema de Ensino Equipe - Belém - Pará

3. Explore diferentes métodos para aprender química

Embora os livros sejam fundamentais, é possível enriquecer os seus estudos de química com recursos como videoaulas, podcasts, mnemônicos, flashcards, mapas mentais, jogos interativos e simuladores virtuais. 

Além disso, certas séries e filmes, como “Radioatividade”, podem ser aliados na hora de ilustrar alguns conceitos. Nesse contexto, também há produções e documentários sobre ciência disponíveis em plataformas de streaming, que ajudam a visualizar determinadas reações químicas e aplicações reais.

Entretanto, é sempre indispensável checar a veracidade das informações e buscar apoio em canais educativos confiáveis e nos materiais didáticos oferecidos pelos cursos para o Enem ou para o Pré-Vestibular.

4. Relacione a química ao cotidiano

Ao observar a química no dia a dia, os alunos aproximam a teoria da realidade. Muitos compostos que usamos têm nomes populares e correspondentes científicos. Veja alguns exemplos:

– Vinagre: ácido acético (CH₃COOH);

– Aspirina ou AAS: ácido acetilsalicílico (C₉H₈O₄);

– Álcool etílico: etanol (C₂H₆O);

– Naftalina: naftaleno (C₁₀H₈);

– Gás carbônico: dióxido de carbono (CO₂).

Portanto, reconhecer esses compostos no cotidiano torna o conhecimento da matéria mais tangível e interessante, contribuindo para um processo de ensino-aprendizagem significativo.

5. Faça frequentemente simulados para o Enem e para as provas de faculdades

Por fim, resolver simulados para o Enem e para as provas de faculdades com frequência é primordial. Além de testar os conhecimentos adquiridos, os alunos treinam a interpretação de questões e se acostumam com o estilo das avaliações. 

Para isso, existem plataformas que oferecem simulados inéditos, com correção baseada na Teoria de Resposta ao Item (TRI), utilizada pelo Enem.

Assim, a resolução de provas do Enem e a prática constante permitem identificar dificuldades, revisar conteúdos e consolidar o aprendizado — pontos cruciais para obter um bom desempenho.

Jovens fazendo experiência de química na escola - site Sistema de Ensino Equipe - Belém - Pará

Afinal, qual a ordem certa para estudar química?

Para conseguir uma boa performance nas provas do Enem e vestibulares, é fundamental seguir uma ordem lógica ao estudar química. Afinal, os conteúdos dessa disciplina se conectam entre si, e a compreensão de temas básicos favorece muito a assimilação de tópicos mais complexos.

Antes de tudo, o ideal é iniciar pelos conceitos mais simples e estruturantes. Desse modo, é viável construir uma base sólida de conhecimento, tornando a aprendizagem mais eficiente. Assim, a sequência recomendada é:

1. Estados físicos da matéria e as suas propriedades e transformações;

2. Substâncias e misturas;

3. Estrutura do átomo;

4. Tabela periódica;

5. Ligações químicas.

Ademais, é importante revisar constantemente os conteúdos adquiridos para reforçar a memorização, aperfeiçoar o raciocínio lógico e ampliar as conexões entre os temas.

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