O movimento LGBT é uma causa de caráter civil e social, que luta pelo reconhecimento e a representatividade de pessoas LGBT na sociedade. Apesar de não possuir uma organização centralizada, existem organizações e representantes voltados à causa pelo mundo todo. O principal valor defendido pelo movimento é a diversidade, questionando os padrões historicamente estabelecidos como forma de ser e amar.

Por meio de ativismo político e social, o movimento articula-se para promover pautas como a igualdade social, conscientização e inclusão. Marchas de rua, assim como intervenções na mídia, artes e pesquisas acadêmicas são exemplos de iniciativas adotadas.

Os significados de “LGBT” na luta por visibilidade 

O termo “LGBT” passou a ser usado nos anos 90, sendo a sigla para Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis ou Transexuais. Antes disso, ao longo dos anos 80, qualquer pessoa pertencente com o comportamento desviante da heterosexualidade era referido apenas como “gay”. Como o movimento busca dar mais visibilidades às diferenças, ao contemplar novas identidades de gênero e orientação sexual algumas novas letras foram sendo incluídas ao longo do tempo.

As siglas mais recentes e o seus significados (QIA+)

As questões da identidade sexual e de gênero são o pano de fundo para a diversidade e a inclusão, promovendo a reflexão de como lidamos com as diferenças socialmente. Ao longo dos anos, como forma de abraçar diferentes perfis dentro da sua luta, o movimento incluiu novas siglas. Essa mudança é importante por promover a visibilidade de grupos marginalizados viabilizando, entre outras coisas, políticas públicas de inclusão e proteção.

A Teoria Queer e a fluidez do gênero 

O “Q” vem da expressão queer, referente às pessoas que não se identificam com o modelo de heteressexualidade nem binarismo de gênero (feminino x masculino). Em meados dos anos 80, os estudos da filósofa Judith Butler deram origem a Teoria Queer, na qual o gênero é algo fluído, uma construção social sustentada por crenças arbitrárias. Ser homem ou ser mulher são comportamentos do senso comum que causam desconforto coletivo quando fora dos padrões esperados.

Os intersexuais e padronização forçada do corpo 

“I” de intersexuais, usada para designar pessoas que nascem com características sexuais tanto da estrutura biológica feminina como masculina. O que geralmente acontece em casos como esses são as adaptações do corpo, quando ainda bebê, para o gênero mais desenvolvido. Existe uma discussão envolvendo as intervenções médicas, com acompanhamento hormonal ao longo dos anos, mesmo sem necessidades de saúde. Muitas crianças passam por processos dolorosos e complexos, que ignoram como elas se identificam, fundamentados apenas na “padronização do corpo”.

A diversidade sem restrições na forma de amar 

“A” inclui os ditos “assessuxais”, uma condição em que a pessoa não possui interesse sexual algum. Existem diversas nuances de assexualidade, como os que buscam romance mas sem atração. Ou seja, algumas pessoas chegam a estabelecer relacionamentos que ultrapassam a barreira da amizade sem envolver sexo. Trata-se de uma forma de amar e, como todas, o que vale é o comum acordo de permanecer juntos.

Inclusão de novos grupos e expansão do movimento 

O “+” abrange as pessoas que se sintam incluídas ou representadas pelo movimento, mesmo sem identidade expressa pelas demais siglas. Isso inclui minorias, simpatizantes e familiares apoiados no tema da diversidade. Dentro das discussões relacionadas ao movimento, questões sérias como a violência e discriminação chamam cada vez mais defensores da causa.

Avanços e desafios na luta pela diversidade 

No Brasil, recentemente, o Supremo Tribunal Federal determinou que a conduta de discriminação motivada pela orientação sexual e identidade de gênero deve ser considerada crime. Diante de uma grande demora legislativa nas tramitações sobre o tema, a Lei de Racismo 7716/89 passou a punir a prática até uma norma específica ser definida. A iniciativa foi vista como uma vitória pelo movimento, mas há um consenso de que muitas mudanças ainda precisam ser feitas.

(Fonte: Fundacred)