15/01/19

Pesquisadores dos Estados Unidos criaram um coquetel de drogas que pode induzir as células produtoras de insulina a se regenerarem em uma taxa de 5 a 8% por dia. A descoberta, publicada no periódico Journal Cell Metabolism, é um passo fundamental na busca de uma cura para o diabetes.

“Foi a primeira vez que conseguimos ver taxas de replicação de células beta suficientes para tratar a doença”, diz Andrew F. Stewart, principal autor do estudo.

A equipe de cientistas já havia identificado uma pequena molécula que aumenta a taxa de proliferação de células beta de 1,5 a 3%. No novo estudo, os pesquisadores revelaram como a adição de uma pequena molécula de uma classe diferente de droga aumentou a taxa de proliferação para uma média de 5 a 8%.

“O próximo grande obstáculo é descobrir como entregar essas drogas diretamente ao pâncreas”, conta Stewart.

O diabetes pode ter duas causas diferentes: nos pacientes com diabetes tipo 1, o organismo deixa de produzir insulina, o hormônio que leva a glicose para dentro das células, para que o açúcar seja usado como combustível. Já em pacientes com diabetes tipo 2, o organismo não produz quantidade suficiente de insulina ou não consegue empregar o hormônio produzida de forma adequada.

Embora os dois tipos tenham diferenças, estudos recentes revelam que o diabetes tipo 1 e tipo 2 compartilham uma característica importante: uma diminuição no suprimento de células beta produtoras de insulina.

A combinação das drogas, no caso, trataria ambos os tipos. As descobertas mostram que a combinação de fármacos funciona em células beta que cresceram a partir de células estaminais humanas e de pessoas com diabetes tipo 2.

Fonte: Viva Bem

Comentário do Professor Enrique Campelo:

– É muito importante também abordar a origem de tal hormônio para que tenhamos sempre o aspecto biológico bem demarcado em nossos estudos. A origem da insulina está no pâncreas, que é uma glândula anfícrina ou mista, isto é, apresenta uma porção endócrina que produz insulina e glucagon e a porção exócrina, que secreta o suco pancreático.

– A parte endócrina do pâncreas é constituída por centenas de aglomerados celulares denominados ilhotas pancreáticas ou ilhotas de Langerhans. Essas têm tipos celulares: células-beta, que produzem hormônio insulina e células-alfa, responsáveis pela produção do glucagon.

– O glucagon estimula a quebra do glicogênio do fígado em glicose sanguínea (glicemia), enquanto a insulina estimula a captação da glicose pelas células.

– No fígado, a insulina estimula a captação da glicose plasmática, e sua conversão, em glicogênio, provocando a diminuição da glicemia. O controle dessa taxa de glicose no sangue: o nível normal de glicose no sangue, chamado de normoglicemia é mantido pela ação conjunta da insulina e do glucagon.

– A ação do hormônio insulina é de enorme importância para o perfeito funcionamento do organismo. Por isso, a necessidade da realização dos exames laboratoriais de rotina, os quais são os norteadores da homeostase.

 

Graduado em Licenciatura Plena em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará – UFPA. Atua como Professor do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) na disciplina Biologia Geral. Atua como autor de material didático de instituições de ensino voltadas ao ENEM. Tem experiência em Laboratório com ênfase em Investigações em Neurodegeneração e Infecção da UFPA (HUJBB) e no Laboratório de Biologia Molecular e Celular do Núcleo de Medicina Tropical da UFPA (NMT).