06/03/2018

A vitamina D é muito importante para o corpo humano. Além de suas funções mais conhecidas relacionadas à saúde dos ossos, é responsável também por outras atividades, trabalhando como reguladora do crescimento, sistema imunológico, cardiovascular, músculos, metabolismo e insulina.

Como funciona a vitamina D no organismo?

A substância, na verdade, é um hormônio produzido pelo próprio corpo humano. Mas, quando descoberta, acreditava-se que ela só poderia ser adquirida por meio de alimentos. Foi na década de 70 que os cientistas descobriram que a vitamina era um hormônio e não uma vitamina, mas sua nomenclatura já estava consolidada e assim permaneceu.

“A importância da vitamina D pode ser vista quando ela está em falta no nosso organismo. Em adultos, os ossos se tornam frágeis (osteoporose), com riscos de fraturas espontâneas”;, explica José Antonio Miguel Marcondes, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês.

Nessas situações, segundo ele, há concomitantemente uma perda de força muscular, o que pode facilitar quedas. Já em crianças, a deficiência acentuada pode comprometer o crescimento e levar a uma formação inadequada dos ossos, dando origem ao chamado raquitismo, situação em que existem deformidades ósseas.

Fonte: Comunicação Hospital Sírio-Libanês (adaptado)

Comentário do professor Enrique Campelo:

No Brasil, não há estudo nacional com amostra representativa avaliando o estado nutricional da vitamina D. No entanto, na última década, vários estudos locais demonstraram deficiência ou insuficiência dessa vitamina em homens e mulheres, de diferentes faixas etárias e regiões do país, exibindo baixo consumo dietético da vitamina D e menor exposição aos raios solares.

Assim, pode-se concluir que a vitamina D é essencial para o bom funcionamento do organismo humano e sua ausência pode ocasionar uma série de complicações (algumas delas evidenciadas na figura acima). Sua principal fonte de produção se dá por meio da exposição ao sol, pois os raios ultravioletas são capazes de ativar a síntese desse composto orgânico. Além disso, alguns alimentos como peixes (especialmente a sardinha e o salmão), gema de ovos, derivados do leite e alguns vegetais ricos em óleos são ricos na substância.

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Graduado em Licenciatura Plena em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará – UFPA. Atua como Professor do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) na disciplina Biologia Geral. Atua como autor de material didático de instituições de ensino voltadas ao ENEM. Tem experiência em Laboratório com ênfase em Investigações em Neurodegeneração e Infecção da UFPA (HUJBB) e no Laboratório de Biologia Molecular e Celular do Núcleo de Medicina Tropical da UFPA (NMT).